sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Educação à distância - dificuldades em lidar com a cibercultura e o ciberespaço

Eu estava lendo o livro "Muito além do jardim de infância" de Wilson Azevedo, que está na Biblioteca do ROODA, que no seu primeiro capítulo em que fala da dificuldade dos alunos em lidar com a cibercultura no que diz respeito ao envio de mensagens, à formação de comunidades e uso de ambientes virtuais e o do ciberespaço em que se está em um espaço virtual não importa onde se está fisicamente para interagir. Nesse capítulo se vê muito dos nossos alunos e, inclusive, porque eles abandonam o curso ou porque estão sempre atrasados. É um problema de administração do tempo, de ter dificuldades em lidar com a assincronia, ou seja, não estar ao mesmo tempo e no mesmo lugar que os professores, tutores e colegas. Muitos reclamaram no semestre passado das poucas aulas presenciais que tiveram, sem dar-se conta de que estão em curso na modalidade à distância e isso é o mais comum de acontecer, isto é, aulas muito mais à distância e não necessariamente com uma interação síncrona. Seria muito interessante trabalhar com eles no Seminário Integrador do próximo semestre acerca das questões da cibercultura, de modo que possam compreender o próprio curso e seus alunos. Esses alunos que mesmo na periferia já são ciberinfantes, crianças em que estão vivendo um tipo de infância chamada de Ciberinfância pela pesquisadora Leni Dornelles (2005) ou infância on line. Muitos de nós, imigrantes digitais e elas [as crianças] nativos digitais, conforme Prensky (2001). Em uma reportagem da Superinteressante abordou-se o conceito Você 3.0, ou seja, que a globalização chegou no patamar das pessoas. Empresas já se globalizaram, agora as pessoas também estão passando por esse processo que é muito mais fácil para os nossos alunos-crianças que para nossos alunos-professores e para nós mesmos. Enquanto eu faço tutoria de um curso no Maranhão morando em Porto Alegre, posso fazer um curso à distância em outra cidade e outro trabalho de outra tutoria que se localiza em outra região. Mando um texto enquanto estou em um congresso que não da minha cidade de origem e assim por diante. Estamos nos introduzindo em uma cultura virtual que abrange o mundo, pois as fronteiras se desterritorializam. É uma nova perspectiva e um novo paradigma frente ao trabalhar, ao estudar, ao divertir-se.

1 comentários:

Cris Lemos disse...

Olá, Daisy!
Nativos ou imigrantes? Aí está toda a diferença. Esta geração que nasceu on line já compreende todas as possibilidades de construção e compartilhamento do próprio conhecimento e a globalização possível a partir do domínio e compreensão da cibercultura e do ciberespaço. A própria evolução de recursos digitais e multimídia, associados à web, se estruturam e se renovam para atender às necessidades pessoais e interpessoais, com a criação da web 2.0, por exemplo. É um novo paradigma não só para a educação, mas também para a compreensão do mundo. Conforme dados da ABED, em dez anos, o número de alunos no EAD deve triplicar. Os motivos para adesão a este novo modelo? Maleabilidade dos horários e individualização da aprendizagem conquistada com o uso das tecnologias. Então, esta é uma perspectiva realmente promissora...
Um abraço, Cris Lemos